Melhores Produções Textuais de 2018



Entrevista


Maria Auxiliadora Martins, conhecida como Neca, de cinquenta anos, nasceu no interior de Minas Gerais e cursou medicina na EMESCAM – Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (ES) –, onde se formou e deu o primeiro passo antes de concluir sua residência médica na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) em Clínica Médica, Cardiologia e Medicina Intensiva.
Ela trabalha no Hospital das Clínicas da USP há vinte anos e acabou de concluir seu pós-doutorado em Minnesota, nos EUA.

Você sempre soube o que queria ser? Se não, como descobriu?
Neca: Na verdade, quando tinha sete anos dizia que seria médica pediatra, não sei bem o porquê. Mas na verdade, descobri e decidi quando tinha 17 anos porque gostava de biologia e química e gostava de ajudar as pessoas. Assim escolhi ser médica.

Como é um dia normal no seu trabalho?
Neca: Eu sou cardiologista e intensivista, trabalho mais como intensivista em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cuidando de pacientes graves, alguns sedados, outros acordados. Converso com os familiares destes pacientes junto com uma equipe multiprofissional que é composta de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistente social, psicólogo, etc. Além disso, sou professora para o curso de medicina, leciono aulas teórico-práticas para o sexto ano de medicina da USP em Ribeirão Preto. Dependendo do dia, eu dou aulas e atendo pacientes e familiares ao mesmo tempo.

O que você mais gosta de fazer na sua área?
Neca: Gosto de conversar com os pacientes familiares e dar aulas. Sinto que o que completa o médico é o lado não técnico, o lado onde você pode ouvir as dores da alma.

Para você, qual é a coisa mais difícil exigida na sua profissão?
Neca: O mais difícil é dar uma notícia ruim para uma família ou paciente.

O que você diria para alguém que, hoje, pensa em trabalhar na sua área?
Neca: Diria que é muito gratificante! Não tem dinheiro que pague a gratidão de uma família, independente se o paciente evoluiu bem ou não.

Você já pensou em mudar de profissão? Se sim, o que você faria e por quê?
Neca: Nunca. Nunca me imaginei em outra profissão. Amo o que eu faço porque eu faço com amor.
Gabriela Vallada, 9º ano A


Entrevista

Alexandre Bocci Rafael tem 41 anos, formado em publicidade e desde então, sempre trabalhou com desenho. Na sua experiência profissional, passou por algumas agências publicitárias e desde seus 21 anos dá aula de desenho, sua verdadeira paixão.

Entrevistadora – Como você descobriu sua profissão?

Desde criança eu sempre desenhei. Na primeira e segunda série, já desenhava e fazia histórias em quadrinhos. Meus desenhos se destacavam dos demais. Adorava desenhar e hoje acredito que já era meu talento. Simplesmente me entregava ao desenho e ficava horas e horas desenhando. Foi assim que decidi  que queria ser desenhista.
Mas e aí? Que faculdade fazer? Poderia ser Artes Plásticas, Desenho Industrial, mas no final optei por Publicidade. Nessa profissão, poderia desenhar, ser ilustrador e também fazer trabalhos publicitários.

Entrevistadora – De onde você tira inspiração?

Minha inspiração começou com meu pai, ele também desenhava e eu achava bonito. Copiava os desenhos dele. Depois tive um professor que também me inspirou. O desenhista Moebios – que adoro. As histórias em quadrinhos que tiveram uma grande participação. Os desenhos animados da minha infância, anos 80 e 90, como o Timão e Pumba, Asterix - adorava desenhá-los. Os artistas e desenhistas franceses, enfim todos me inspiram.   
Também queria falar dos artistas renascentistas, como Michelangelo e os impressionistas, como Vicent van Gogh. Essas diferenças me atraem.

Entrevistadora – O que você acha de seu trabalho / profissão? Quais são os pontos positivos e negativos.

Como desenhista e design – ainda tenho muito para aprender, mas gosto do meu trabalho. Tem muita coisa autêntica, sou bem técnico. Uso técnicas de comunicação – com coisas mais evidentes, informação limpa e clara e alinhamento. Técnica misturada com arte e energia de desenho.
Nem todo designer é ilustrador, mas todo ilustrador pode ser facilmente ser um design. No meu caso, sou ilustrador e também design. Então meu desenho como ilustração eu gosto – tem uma soltura de animação – tipo cartoon, mas gosto de me expressar com traços e movimentos.
Pontos negativos – às vezes vejo limitações na soltura do desenho, demoro a ter ideias, falta algum conhecimento.. Mas tudo dá para melhorar.


Entrevistadora – Sua profissão abre muitas portas para o mercado? Em quais áreas pode trabalhar?

Minha formação em publicidade com ilustração abre muitas portas para o mercado, com algumas restrições, mas tem coisas interessantes. Na ilustração, o mercado publicitário pede bastante. No editorial,  também. Mas o design, hoje com a modernidade, como sites, etc, aparece como uma nova área. O cara faz a programação do site, mas precisa do design para organizar as informações visuais.

Entrevistadora – Hoje com sua experiência, na sua profissão, faria algo diferente?

Talvez não tivesse ficado tanto tempo na mesma agência. Teria arriscado mais, aceitado desafios. Acredito que nesse mercado, você precisa ter mais contato, precisa conhecer de forma ampla as agências e os lugares para trabalhar. Mas gosto do meu caminho, gosto do que fiz. Trabalhei com jogos online e jogos educativos, mas sinto que poderia ter conhecido mais...

Entrevistadora – Você se considera uma pessoa realizada profissionalmente? Por quê?

Eu me considero realizado, em parte. Tem coisas de que gosto, que realizei, principalmente na área educativa – dando aula me realizo muito, pois compartilho meus conhecimentos. Na questão empresarial,  falta bastante para alcançar e na questão técnica de desenho ainda tem muito para melhorar. Ou seja, empresa, estúdio e desenho – tem o que melhorar. No entanto, como professor, me realizo muito.

Fernanda Coli, 9°A


Entrevista

     Daniela Alves, ou Dani Alves é uma ex-jogadora de futebol feminino, que disputou Olimpíadas, Campeonatos Mundiais e outros torneios pela Seleção Brasileira de Futebol Feminino. Atualmente ela é assistente do treinador Dorival Bueno pela Seleção Brasileira de Futebol Feminino sub-20. Em agosto de 2018, ela foi à França para disputar o Campeonato Mundial Feminino sub-20, mas dessa vez do lado de fora do campo, como comissão técnica.

   1. Com que idade você começou a jogar futebol? Alguém te influenciou ou você quis por vontade própria?
   
    Eu sempre joguei futebol, fui criada com meu irmão e primo, minha família sempre gostou de futebol. “Profissionalmente”, eu comecei com 13 anos. Tive que chorar muito para poder fazer o que amava, jogar futebol.

   
    2. Por que você parou de jogar futebol? O que aconteceu?

    Eu fui “parada” na verdade. Em 2009 eu jogava no St Louis-USA e a Abby (atleta americana) me deu uma entrada maldosa e tive que fazer três cirurgias no joelho direito. Sofri muito e resolvi parar de jogar.


    3. Quando você jogava, gostava de usar qual número de camiseta? Por que esse número?

    Eu usei vários números durante minha carreira, porém o número que eu mais gostava era o sete. Esse é o número da perfeição. Me sentia muito bem com ele.


    4. Depois de sair dessa carreira de jogadora e antes de se tornar assistente da Seleção sub-20, como era sua vida? Como você fez para se sustentar?

    Eu parei de jogar em 2010, então comprei um açougue de sociedade com meu tio, no qual eu fiquei até 2015. Em 2016, comecei a dar aulas em uma escolinha de futebol.

   5. Quando você jogava, sofria muito preconceito? Alguém já te xingou? Se sim, do quê? 

    Sim, havia muito preconceito. Inclusive na minha própria casa. Fui muito rotulada na rua, mas quando mostrava meu talento eles logo paravam. Me xingavam de mulher homem, lésbica, sapatão, entre outros.

     6. Você sempre teve o apoio dos seus pais?

    Vim ter apoio deles basicamente com 16 anos, em 2000 após a Olimpíada de Sidney.

     7. Quando não estava jogando futebol, o que fazia no seu tempo livre?

    Eu jogava futebol....Kkkk
   Chamava os familiares e amigos e ia jogar futebol. A diferença é que fazíamos churrasco depois.

    8.Por que você acha que o futebol feminino não é valorizado?

    Pelo preconceito dos comandantes. Mas isso já mudou muito e vai mudar muito mais nos próximos anos, com fé em Deus. Terão mais equipes para quem quiser ser atleta de futebol.

    9. O que você faz ou pode fazer para que o futebol feminino seja valorizado?

    Eu fiz quando atleta e tenho a oportunidade de continuar fazendo como comissão técnica.
Estudar, se atualizar, se preparar, fazer com que os colegas estudem e se atualizem também, fazer com que as pessoas percebam que o futebol feminino é lindo e tão interessante quanto o masculino de se ver. E não deixar que as meninas desistam desse sonho, sempre lutem que vamos conseguir vencer.


Tatiana M. K. Kimura, 9°A


O Velho Diálogo de Adão e Eva

            Era uma noite quente, o dia em que eu chamei Virgília para sair. Saímos às escondidas para um lugar bem longe da cidade. Ficamos em um lugar da Floresta, um local bem calmo e tranquilo, iluminado apenas pela claridade da lua cheia, uma leve brisa fresca começou a chegar fazendo com que o cabelo de minha amada ficasse mais lindo ainda e a cada hora que eu olhava para a Virgília a amava mais. Conversamos a noite inteira, rimos muito, até que uma hora o clima começou a ficar tenso, pois Virgília começou a falar de seu marido e como ela odiava ficar com ele, até que eu falei:
               - Então vamos fugir!
               - Está louco, Brás, sou uma mulher comprometida.
               - Eu sei, mas você não me ama?
               - Amo.
               - Então vamos fugir.
               - Não posso!
               - Então você não me ama.
           - Você acha que só porque eu não poso fugir com você, eu não te amo? Eu te amo muito, mas já estou casada com Lobo Neves.
               - Eu sei, mas vamos fugir.
               - Não sei...
         - Nós vamos e quando estivermos bem longe, podemos nos casar! Vamos fugir! Seremos muito felizes!
               - Mas...e meu marido?
               - Deixe-o e vamos.
               Ela não me respondeu , ficou pensando por um tempo, até que ela me disse:
               - Eu vou, só porque te amo muito e não consigo viver sem você!

 Tatiana Mayumi Kobayashi Kimura, 9°A


O velho diálogo de Adão e Eva

           - Brás Cubas: Virgília, estás aí?
           - Virgília: Estou
         - Brás Cubas: Não consigo ver-te, pois meus olhos tornam lágrimas de desespero. Não posso ouvir-te, pois meus ouvidos zumbem, com quem já está distante desta dura vida terrena. Não posso senti-la, pois a tristeza que toma conta de meu ser me deixa imóvel, congelado neste momento.
           - Virgília: Então já sabes que isso é um adeus?
          - Brás Cubas: Não seria nosso amor eterno? Não duraria até que as estrelas caíssem na terra, até que o sol dividisse o céu com a Lua?
        - Virgília: Nosso amor não mais existe. Nossa eternidade virou pó sob os pés de Lobo Neves, tão inevitável quanto o tempo que corre sem parar e sem misericórdia. Nosso tempo já acabou, e não posso mais amar-te!
          - Brás Cubas: Mas não posso viver sem ti!
         - Virgília: Estas palavras amargam em minha boca, mas preciso dizê-las. Se não podes viver sem mim, se não aprenderes a amar a ti mesmo, serás sepultado em tua própria solidão
         - Brás Cubas: Não há jeito, então? Não poderíamos ser uma exceção, um farol em meio ao mar revolto?
        - Virgília: Só o tempo dirá. E é esse tempo que machuca, mas também cicatriza. Nosso amor apagou-se muito antes do que imaginamos, creio eu. Mas a nossa história e as nossas lembranças estarão perpetuadas, por toda a eternidade, em meu ser.
        - Brás Cubas, com a voz trêmula: Se não há alternativa, devo despedir-me. Mas saiba que a tua memória estará para sempre guardada em meu coração.
         - Virgília, chorando: Adeus, então
         - Brás Cubas: Adeus.


Manuela Alves, 9°A
                                                                  

Cidade dos Super-Heróis

          Em Midtown City vive um garoto chamado Scott Drake, mas ele não é um garoto comum como os outros, ele tinha poderes de gelo e seu apelido era Gelado. A sua irmã Caitlin, tinha os mesmos poderes que ele, e o seu apelido era Nevasca.
            Os dois estudavem na universidade de Midtown City para se tornarem super-heróis. Foi lá que Scott e Caitlin conheceram seus amigos, John Storm, o Chamas, e Pietra Parker, a Garota-Aranha. Eles estudaram na mesma sala e sempre se encontravam no almoço.
            Porém, ouve um dia em que, durante o almoço, um tal de Max Dillon Jr., o Eletro, veio em direção a Scott e disse:
               - Pietra é minha, você ouviu? – E começaram a sair faíscas de sua mão.
               - Chega, meninos, isso não vai adiantar – Falou Pietra.
               - Então, quem você quer, eu ou Scott? – Gritou Max.
               Pietra pensou um pouco e, depois de cinco minutos, ela decidiu.
  - Eu escolho Scott -  Respondeu à Max.
 - Então tá ! – E Max lançou um raio em direção à Pietra, porém Scott fez uma barreira de gelo, salvando Pietra, e ela agradeceu:
  - Obrigada, Scott – E ele respondeu:
  - De nada, fiz o que pude para te salvar de Max.
  Então, dali para frente, Scott e Pietra começaram a namorar. A irmã de Scott, Caitlin, começou a gostar de John mais do que um amigo, por isso eles também começaram a namorar.
   Em uma segunda-feira, em Midtown City, houve um ataque causado por um super-vilão, o Lagarto, porém, naquele exato momento, a cidade foi salva pelo Homem-Aranha, o pai de Pietra, o Tocha Humana, o pai de John, e o Homem de Gelo, o pai de Scott e Caitlin.
 Depois de terem derrotado o Lagarto, eles pousaram no chão e logo depois cumprimentaram todos os cidadãos felizes e os seus filhos, John, Scott, Caitlin e Pietra. Depois, Tocha-Humana, Homem-Aranha e o Homem de Gelo foram aplaudidos pelos cidadãos e seus filhos, estavam cheios de orgulho.


Victoria Gomes de Oliveira Simão, 9°B


O Primeiro Amor

         Lá estava eu, treinando naquela noite fria e escura. Estava me preparando, pois haveria um jogo dali a alguns dias contra outro clube em outra cidade, estava treinando por horas e já estava pensando em acabar meu treino quando olhei para o lado e avistei uma moça alta e de cabelos pretos na arquibancada. Ela estava olhando diretamente para mim e parecia estar chocada com a minha presença, porém não liguei, sequei o suor da minha testa e continuei treinando por cerca de meia hora.
       Quando cheguei ao meu quarto de hotel, tomei banho, troquei de roupa e fui descansar para o treino oficial do dia seguinte, quando me lembrei daquela mulher de cabelos pretos me observando do alto daquela arquibancada. O que ela queria? Será que ela era uma torcedora do meu time que estava vendo meu desempenho? Será que ela era a supervisora do ginásio que só estava patrulhando? Ou será que ela era uma participante do time rival que estava espionando meu treino para dar informações para o outro time? 
       E eu fiquei pensando e pensando quando cheguei à conclusão de que aquela moça teve um olhar estonteante para mim e seja lá o que ela for, a reação dela deve ter sido grande e eu espero mais tarde poder encontrá-la outra vez.

Fabrício Mello Wenter, 8º B



Fale!

      Oi, eu sou o Rodrigo, eu jogo basquete em uma quadra do lado de casa. Lá nunca apareceu ninguém, apenas um dia apareceu uma garota linda, era morena, baixa, não tão magra, tinha olhos azuis e, seu sorriso não tinha explicação, nós até trocamos olhares, ela tinha ido embora e logo depois eu também fui.
         O caminho todo para casa eu fiquei pensando nela, em nós juntos, em nós nos casando, comprando nossa casa, tendo filhos etc.
       Chegando em casa, meus pais queriam que eu não fosse jogar mais para eu estudar muito línguas estrangeiras porque nós íamos morar em outro país, por causa do trabalho do meu pai.
         Eu tentei criar coragem para falar com a garota, mas eu não consegui.
      Eu fui morar em outro país e não falei com a garota, então eu sempre repito: se você amar alguém, fale a verdade. Mesmo se estiver com medo de não ser a coisa certa, mesmo se estiver com medo de causar problemas, mesmo se estiver com medo de que tudo desmorone... Diga, e diga alto. E você segue daí.

Lamis Hage, 8°A



Mercenário

Fábio Carille é um homem muito feliz. Tem 40 anos e sempre sonhou em jogar no SCCP, mas dez anos antes sofreu uma lesão que acabou com seu sonho. Foi aí então, que ele decidiu entrar para a comissão técnica do Corinthians, e em 2017, virou técnico do Timão.
Tudo ia bem, 2017 foi um ano de conquistas, como o Campeonato Paulista e o Brasileiro, vencendo com 11 pontos na frente do vice-líder, Palmeiras. Mas como nada na vida é perfeito, algumas coisas começaram a dar errado com Carille e isso afetou no desempenho do time, resultando na saída de Carille e ida para o Al-Wehda.
Com essa decisão de abandonar sua carreira nacional, sua família não o apoiou e começou a chama-lo de “Mercenário”, assim como a torcida do Corinthians. Mas ninguém sabia que Carille tinha mesmo se apaixonado por uma mulher do Arábia Saudita e não estavam nem aí para o salário que recebia lá.
Alguns meses de namoro, e Carille casou-se com a árabe e vieram para o Brasil. Ele foi atrás de seus pais para revelar seu segredo e todos o acolheram e acolheram sua noiva muito bem. Assim, todos ficaram felizes e bem resolvidos e Fábio Carille poderia voltar para o nosso Timão e nos ajudar a vencer o Brasileirão duas vezes seguidas.

 Denise, 9o B


A notícia em o susto de Juan

Havia um senhor, de 60 anos de idade, que vivia em um pequeno apartamento. Era morador de Caracas, na Venezuela, e recebia uma pequena aposentadoria, com a qual sustentava-se razoavelmente. Seu nome era Juan.
Um dia, não tão belo, de manhã, Juan estava dormindo, até ouvir o som da campainha. O entregador deixara uma notícia embaixo de sua porta. Mas não era uma notícia qualquer, pois nela estava escrito, em letras grandes: "Maduro reeleito para mais um mandato".
O homem, indignado e surpreso, pensou: ´´Como assim? ´´. Então, conforme desciam seus olhos, as informações entravam em sua mente. Foi quando se deparou com o seguinte: ´´ Apenas 46% dos eleitores foram às urnas´´. Falou, então, consigo mesmo:
- Agora está explicado. Poucos queriam votar nesse cidadão mais uma vez.
Foi então que, olhando para sua janela, a única do apartamento, deparou-se com pessoas, de todas as idades, gritando e pedindo reeleições.
E não deu outra: juntou-se a multidão. Ficou várias horas gritando, até que policiais chegam e dizem:
- Parem agora mesmo ou lhe forçaremos a parar!
Com o aviso, o homem saiu correndo, com a multidão, e caiu. Acabou sendo atropelado por alguns pés, mas, por pouco, saiu ileso, e pôde contar história.
      
Gustavo Bender, 9°B


Arte do roubo

Era uma sexta-feira quando meu telefone tocou e fui avisado de que oito gravuras da biblioteca carioca foram roubadas e vendidas para um colecionador e depois para o Itaú Cultural.
Meu trabalho como perito era comprovar que aquelas eram as obras roubadas, realmente eram. Conversei com os representantes do Itaú e eles se recusaram a devolver as obras, dizendo que tinham pago muito caro nelas.
            Achei estranho. Por que eles as queriam tanto?
            Fui investigar e descobri que um dos donos da empresa era parente do pintor das obras, o alemão Emil Bauch. Consegui convencê-los da devolução, explicando que aquelas pinturas eram mais importantes para a biblioteca carioca.
            Depois desse caso, ajudei no combate ao tráfico de bens culturais e apoiei instituições ligadas a patrimônios culturais. Esse caso mudou minha vida!

 Bruna Fonseca, 9°B

Lembrança de viagem

A família concordou em viajar por uma semana para um resort na Bahia, com a temática de tartarugas. Os pais, Mário e Cristiana e os dois filhos, Gustavo e Clarisse estavam acomodados no resort. Mário e Cristiana relaxaram relaxavam em cadeiras de sol embaixo de um céu nublado, pois escolheram uma época de inverno, quando essas viagens são mais baratas.
Clarisse, já adolescente e enjoada da maior parte das atividades, não estava gostando de ficar no quarto com uma internet de potência tão baixa, pois não era possível acessar suas redes sociais. Gustavo, o menino menor, estava adorando observar as tartaruguinhas na areia quente da praia. Como ele estava sozinho naquela parte do hotel, achou que não haveria problema em ver os animais mais de perto. Já estava acariciando uma tartaruga quando teve uma ideia.
No sétimo dia de viagem, após aproveitar a grande piscina infantil do resort, se dirigiu à praia, onde ainda havia dezenas de animais que ele apreciara durante toda a viagem, alimentando seu plano estratégico, que seria executado naquela tarde.
Quando voltaram para casa ­– para a felicidade de Clarisse – Mário dirigiu-se ao carro para descarregar as malas, encontrou algo que não esperava: uma tartaruga nordestina! Pobre bicho, estava em situação deplorável, com folhas de alface murchas à sua frente.

André, 9°B




Antes da fama

         Eu sou Rodrygo Silva de Gomes, tive uma infância difícil e sempre fui uma pessoa muito humilde e inteligente. Aos 11 anos, já jogava bola e dizia frases que pareciam de adulto. Segundo meus pais, para alguém que queria se tornar um jogador profissional, eu não era muito esperançoso, principalmente porque para mim, “isso
(jogar bola) era um trabalho”.
            Quando eu tinha 17 anos e liderava a nova geração santista, expliquei essa minha fala. Eu disse que o futebol é trabalho porque tem uma responsabilidade muito grande. Você carrega um time, uma torcida, uma paixão. E aos meus 11 anos eu não imaginava chegar onde eu cheguei, isso por causa da falta de apoio da minha família, e principalmente do meu pai.
        Aqui estou sendo chamado de “novo Neymar”, mas sigo firme e forte procurando sempre honrar esse apelido.

Lucas Pádua, 9o B

O inimigo pode estar embaixo do seu nariz

             No ano de 2018, lá em vila chamada Vila dos Grandes países, vivia os E.U.A que era um garoto muito briguento e que adorava arrumar confusão com os outros garotos da vila, porém “todos” tinham medo dos E.U.A, por ele ser muito grande e forte.
              Mas um dia lá nesta vila o Irã que era um garoto muito fraco e indefeso, discutiu com o E.U.A, porque o Irã “queria” trapacear os E.U.A, que revoltado com a situação começou a realizar uma séria de ameaças contra o fraco e indefeso Irã, porém como em uma vila qualquer a notícia se espalha rapidamente, chegando aos ouvidos de seu grande amigo a Rússia, que ao saber da notícia correu para ir conversar com o Irã para entender o porquê dele estar sofrendo tantas ameaças, então o Irã falou:
              - Eu não sei o porquê dele estar me ameaçando, ele deve estar louco!
              Rússia espantada com a situação e revoltada com os E.U.A disse:
              - Fique tranquilo irei à casa dele imediatamente para tirar satisfações. 
        A Rússia foi correndo rapidamente lá na casa dos E.U.A para tirar satisfações. Chegando lá eles começaram a conversar e cada um se defendendo com seus argumentos. 
            Após algumas horas de discussão, eles resolveram investigar os três juntos.
            No final de tanta investigação e discussão descobriram o culpado era a C.N que foi quem falou para os E.U.A sobre o Irã, após isso deram uma surra na C.N e viram os três melhores amigos.

Gustavo Fugulin Soares da Silva


Um checkup por uma vida

        Diziam que era para o bem da nação, mas a nação não pede para fazer isso e sim o governo é uma missão suicida, não tem volta, tem que ser perfeito e agora estou a caminho da espaço-nave com destino a Marte.
             Nos treino falaram que eu tinha a altura e tamanho ideal e fui muito bem nos
testes, mas sei que não fui. Eu sou uma pessoa esperta e mais preocupada do que o normal, mas sempre tento ser otimista.
             O senhor Frednic, o diretor, disse que eu sou um grande homem, que vou entrar para a historia e que vai dar certo e que voltaria são e salvo, porém, eu sei que não, pois eu sei que não há como eu fazer uma trajetória de ida e volta – sem volta, que é o irônico – com duração normal de três dias no prazo de dois, só para fazer um checkup em Marte que fica a milhões de quilômetros da Terra, é quase...quase impossível.
            Minha querida Heloísa, se você receber está carta é porque eu posso estar morto, eu te amo. Mas não se deixe levar pela tristeza, eu disse: “posso estar morto” e disse: "quase impossível”, eu estou dando o meu melhor nesse momento, só espero que seja o suficiente.
               Beijos de seu amado,

Eduardo Mattos, 9°B

Como tudo começou

     Quando eu era criança, todos os dias minha mãe me contava uma história, mas me lembro de uma em especial, a história de como ela conheceu meu pai.
      A família dela não tinha muito dinheiro para comprar uma casa e eles achavam mais importante eu ter uma boa educação escolar, então eles moravam em um cortiço com outras famílias, a convivência entre eles era muito boa, eles se ajudavam e eram bem unidos.
     Um ano depois, os organizadores do direito à moradia e liberaram um casarão que ficava na rua Schimidt Dalla para as 400 famílias que moravam nos cortiços. Segundo a minha mãe, o lugar parecia um palácio de tão grande. Havia muitas esculturas, e a vista era muito bonita com um lindo jardim. Minha mãe se encantava por esse jardim todo dia ia lá para cuidar das flores. Era o lugar que ela mais se sentia bem, como se ela soubesse que algo bom fosse acontecer, assim passou a ir lá todos os dias.
      Eis que um dia minha mãe estava lá cuidando das flores, estava um dia ensolarado. De repente viu um homem moreno, alto dos olhos claros se aproximando. Quem diria que seria ali naquele jardim que ela encontraria o amor da vida dela.
     
Giovana, 9º B 

Última vez

        Lá estava eu, na escola, mais especificamente, na hora do recreio, sozinha, de novo.
      Não era notada por absolutamente ninguém, desaparecia diante a multidão. O corpo docente só tinha olhos para os “estrelinhas”, populares, nem faziam ideia da minha existência.
        Tinha a impressão de que se desaparecesse, realmente desaparecesse, ninguém notaria.          Tudo que fazia, ou apenas tentasse fazer, era simplesmente descartado.
       Nem na hora da chamada meu nome era citado. Eles sempre faziam isso, só chamavam quem lhes interessavam.
     Comecei a pensar, pensei como eu realmente tentava mudar, para ser notada ou algo assim, pensei em todas as vezes em que fui ignorada pelo simples fato de ser eu, não ser ouvida nem por aqueles que “dispõem” sua ajuda a qualquer momento. Eu gritava por dentro e por fora só queria ajuda, uma simples demonstração de preocupação, carinho e principalmente amor.  
      Chorei por horas, me cortei por dias e finalmente cheguei a uma conclusão: tiraria minha própria vida.
     Por que tão dramática? Por que tão ingênua? Tão novinha..., vocês se perguntam. Ora, porque viver em uma vida onde não se é ouvida, notada ou valorizada? Era melhor não existir, assim, não sofreria mais, estaria livre.
    Não aguentava mais, então, lá estava eu, na escola, mais especificamente, na hora do recreio, sozinha, pela última vez.
      Me dirigi ao banheiro, peguei meus remédios, que tomava todo dia, tomei todos. Chorei, não de arrependimento, mas sim, alívio. Não demorou muito, e então, pronto.  Acabou.                Agora havia sofrido pela última vez.

Larissa Lambiasi , 9ºA 

    Romeu e Julieta


         Foi uma obra escrita por William Shakespeare por volta de 1500.
     A peça se resume na história de um casal que se amava, porém suas famílias eram inimigas e isso transformava o amor deles impossível. Então, ao final da história, esse amor incompatível se resume na trágica morte dos dois.
        William Shakespeare foi um escritor inglês, poeta, dramaturgo e ator, ele é considerado o maior escritor dramaturgo do mundo. 
     Lemos a adaptação desta obra feita Walcyr Carrasco e a leitura compartilhada nsos animou e nos entusiasmou muito. Não sei se por ser adaptada, a opinião que formei é negativa, achei que faltou o vocabulário de priscas eras.      
     É possível estabelecer um traço no escrito em “Romeu e Julieta” com a realidade atual. Cada vez mais o ponto de vista das pessoas sobre vários assuntos divergem e isso naturalmente causa debates, discussões etc... 
          O grande problema é que esses debates podem não se transformar em algo civilizado.    Se tivesse de ser feita uma adaptação de “Romeu e Julieta” aos dias de hoje, eu faria como impeditivo à religião de cada família, Romeu seria oriundo de uma família judaica e Julieta de uma família evangélica e assim a trama se formaria. 



Vítor Fadul, 8°B


Como ter um bom sono


            Todos os dias as pessoas deveriam dormir no mínimo sete horas por noite, mas nem sempre isso é possível. Dormir oito horas por noite, é muito difícil nas grandes cidades. O número de horas para um sono ideal é de seis a oito horas para repor as energias. Cinco horas de sono são suficientes para realizar tarefas diárias. As pessoas que não dormem o suficiente podem ficar deprimidas, irritadas, doentes ou envelhecer rapidamente. As pessoas mais velhas precisam de menor horas de sono.
           Existem algumas regras para se ter ótimas noites de sono: dormir até acordar sem a ajuda do despertador; evitar cafeína nas últimas horas do dia; não fazer refeições exageradas antes de deitar; evitar fazer exercícios físicos à noite; manter o quarto com uma temperatura agradável, fazer exercícios de relaxamento; tomar banho quente antes de deitar e não assistir TV antes de dormir.
          O sono é um momento em que os estímulos do dia são organizados e fixados. Ele auxilia a memória, aprendizagem, sistema imunológico, crescimento físico, hormônios e etc.

                               Lunna Luyet Vilaça, 8°B


Uma experiência no universo de
Romeu e Julieta


            Romeu e Julieta foi escrito entre 1591 e 1595. A história se passa na Itália. São duas famílias rivais, que tem dois filhos, e eles se apaixonaram. Pela rivalidade das famílias os dois acabaram se matando. Após isso, as famílias passaram a não ser mais rivais, estabeleceram um acordo de paz.
            William Shakespeare foi um poeta, dramaturgo e ator inglês. Escreveu muitas obras clássicas de todos os tipos de gênero.
              A leitura da obra de teatro em sala de aula facilitou a compreensão dos personagens e do enredo, pois cada um da sala foi um personagem.
           A sensação de ler foi muito boa. Do jeito que o autor conta a história parece que se está dentro do livro. Algumas palavras que ele usa não da para entender, mas o conteúdo ajuda. É muito bom escutar os diálogos, pois a emoção dos personagens é contagiante.
            A intolerância em qualquer lugar e época é muito ruim, pois isso pode afetar famílias que se tornam rivais, ou uma família que se separa por uma pessoa que não é tolerante. Existe um paralelo com as famílias Montecchio e Capuleto, pois um não tolerava o outro, isso resultou na morte de Romeu e julieta.
           Uma adaptação de Romeu e Julieta à realidade brasileira seriam de famílias que não toleram outras famílias com times de futebol, partido político, opiniões, classe social, estilos diferentes das delas. Isso, geralmente, interfere no amor entre seus filhos, das famílias e gerações seguintes.

 Lunna Luyet Vilaça, 8°B


Romeu e Julieta

A obra de Romeu e Julieta foi escrito em 1596 e 1597 no século XVI.
O escritor da obra William Shakespeare foi um poeta, ator inglês e o maior escritor de todos os tempos. Ele nasceu em 1564 de abril e morreu em 23 de abril de 1616, 19 anos depois de escrever sua obra muito famosa Romeu e Julieta. Um dos maiores escritores de todos os tempos e criador das obras: Hamlet, Otelo, o Mouro de Veneza, e Romeu e Julieta.
Um jeito muito bom de se ler é por meio da leitura compartilhada, que assim todas as pessoas podem compreender a história.
A sensação de ouvir os contos de Shakespeare é muito boa pois é possível sentir na época dele e também fica mais vivo come se estivesse na história.
Nessa história, os pais de Romeu e Julieta são “rivais” pois eles têm costumes diferentes, jeitos diferentes e não aceitam o lugar dos outros, por isso não autorizam o casamento de Romeu e Julieta.
Nos dias de hoje, um romance como “Romeu e Julieta” seria possível mas com mais preconceito e intolerância, pois antes não era como hoje porque hoje em dia as pessoas são muito mais preconceituosas, e não aceitam as coisas como elas são.

                                                                                                                   Arthur Cataldi, 8°A

Romeu e Julieta

          A obra de William Shakespeare “Romeu e Julieta” foi escrita entre 1591 e 1595, nessa época era comum haver casamentos arranjados. O escritor da obra, foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, que morreu no dia 23 de abril de 1616.
           Lendo esse livro, eu percebi que se trata de uma história linda. Eu senti a dor, a paixão e a felicidade dos dois jovens. Quando cheguei no final do livro, queria que tivesse um final diferente, mas percebi que o final da história é fundamental para o entendimento das duas famílias. Ler essa obra clássica, me ajudou e ajudou outras pessoas a saber e aprender um pouco da época. Com o livro, eu aprendi sobre os casamentos, sobre como lidavam com os “crimes", sobre as palavras usadas etc.
       Eu acredito que a rivalidade entre as famílias da história, já acontecia muito antes daquela época, e que acontece até hoje. Também acredito que é uma coisa inútil que ocorre devido ao preconceito. Por exemplo, na história, tudo isso aconteceu, e só acabou porque o casal morreu.
        A intolerância política é totalmente sem sentido porque é super normal as pessoas terem opiniões diferentes.

 Aline de Oliveira Doern, 8°A



Uma experiência no universo de Romeu e Julieta

A obra “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, foi escrito em 1596 e 1597 no século XVI, ela conta a história de dois jovens de famílias rivais, que se apaixonam, e passam por muitas “aventuras”.
William Shakespeare foi um dramaturgo muito respeitado, não conheço todas as suas obras, mas sei de algumas, como “Hamlet”, “Sonho de uma noite de verão” e “A megera domada”.
A leitura compartilhada foi uma ótima escolha, pois a gente se conectou mais com a leitura.
Foi uma experiência muito bom ler e ouvir esses textos (adaptados), pois o mundo inteiro os conhece.
A intolerância entre famílias pode prejudicar muito a vida de quem convive junto, no caso de Romeu e Julieta, foi preciso os filhos morrerem para as famílias fazerem as pazes.
Uma das possíveis adaptações para a realidade brasileira seria: dois homens gays que se apaixonam, porém a família de ambos é homofóbica e é contra esse relacionamento.

Sofia Penna, 8°A


Uma experiência no universo de Romeu e Julieta


      A obra “Romeu e Julieta” foi escrita no século XVI e conta a história de dois jovens apaixonados, que, por causa da intolerância de suas famílias e do exagero cometido por eles próprios, acabaram morrendo.

       O autor dessa obra, William Shakespeare, que viveu entre os anos 1564 e 1616, foi um dos maiores escritores de peças de teatro da Inglaterra, e, além de “Romeu e Julieta”, escreveu diversos outros títulos como “Hamlet”, “Macbeth” etc.
      A adaptação de Walcyr Carrasco foi lida em classe de modo que cada personagem era interpretado por um aluno, e, a prosa, foi deixada para ler opcionalmente em casa.
        De qualquer modo, foi muito legal ler e discutir o livro em sala de aula.
   Incrivelmente, antes da leitura, eu não sabia exatamente como era o final da história, então, estava curioso para saber como ela se suceder enquanto apreciava o modo de falar das personagens.
    Um dos pontos mais interessantes do livro é o paralelo que podemos traçar entre a história e a atualidade com relação à intolerância de hoje em dia e a intolerância entre as famílias Montecchio e Capuleto já que ambos os casos terminam em tragédia.
      Por causa desse paralelo é possível supor como seria esse clássico se ele fosso adaptado para os dias de hoje: provavelmente as personagens fariam parte de algum grupo social que sofre de intolerância como negros, homossexuais ou membros de diferentes religiões.


João Santoro, 8°B


Uma experiência no universo de Romeu e Julieta

A obra de William Shakespeare, “Romeu e Julieta”, foi escrita entre 1591 e 1595. Essa trágica história de amor se passa em Verona, Itália, onde vivem duas famílias que se odeiam, os Montecchios e os Capuletos. Os seus únicos filhos, Romeu e Julieta, respectivamente, se apaixonam perdidamente. Porém, esse amor acaba com a morte dos dois. Diante disso, as duas famílias estabelecem um acordo de paz.
     Antes de ler a obra “Romeu e Julieta”, eu não conhecia muito sobre o William Shakespeare. Sabia que ele fora um poeta e dramaturgo inglês e que outra peça que ele escrevera foi Hamlet. Muitas de suas obras foram adaptadas em várias outras línguas.
           Durante as aulas, fizemos a leitura compartilhada da obra em que cada aluno escolheu um personagem para ler suas falas. Através dessa leitura tivemos a oportunidade de conhecer quem era o William Shakespeare e as várias adaptações feitas de sua obra “Romeu e Julieta”.
           Foi uma leitura muito difícil, tanto na sua compreensão quanto na sua linguagem que é do século XVI e bastante diferente da linguagem de hoje. É preciso prestar atenção para entender o que se passa na história.
          Apesar de “Romeu e Julieta” se passar no século XVI, podemos traçar paralelos com a relação de intolerância cultivada pelas famílias Montecchio e os Capuletos com os dias atuais. Há anos eles são rivais com sede de poder. Hoje podemos ver essa inimizade entre partidos políticos tanto no Brasil como no mundo. Esta rivalidade só gera violência, pois as pessoas não respeitam a opinião do outro. Isto é muito triste. Muitas vezes, não há interesse pelo bem-estar do povo, mas somente o interesse pela ganancia.
       Infelizmente no Brasil, ainda há muita discriminação, preconceito e intolerância voltados relacionamentos homossexuais, inter-raciais, classes sociais diferentes. Como em “Romeu e Julieta”, muitas vezes, esse tipo de amor é escondido ou não é aceito pelos os próprios familiares.

Erik Schmitt, 8°B


A história de Romeu e Julieta

A famosa história de William Shakespeare foi escrita entre 1591 a 1595 (a história não tem uma data exata) e retrata o grande amor entre Romeu e Julieta, filhos de famílias rivais na cidade de Verona devido as suas diferentes ideias sobre a cidade. Após encontros secretos com Romeu, Julieta se vê forçada a se casar com o belo príncipe Páris, mas esse não é seu desejo, e sim se casar com Romeu, mas sua família se opõe a ideia.
Um tempo depois, um evento inesperado acontece e Romeu mata o primo de Julieta e como consequência é exilado da cidade. Mesmo arrasada, Julieta ainda ama Romeu. Como não quer se casar com Páris, ela pede ao Frei Lourenço um líquido para que simulasse sua morte. E Romeu realmente acredita que ela havia morrido. Então se mata e Julieta ao acordar o vê morto e dá uma apunhalada em si mesma, tirando sua própria vida.
William Shakespeare nasceu em 1564 na Inglaterra e foi um grande ator, dramaturgo, escritor e dono de uma companhia de teatros. Mas mesmo após meio século, suas obras são usadas como grande referência para outros escritores e consideradas clássicas.
No último mês, nós do 8°ano do colégio Friburgo, lemos o livro “Romeu e Julieta” com nossa professora, nós alternávamos para ler as falas dando um toque de teatro leitura na sala de aula.
Ler o livro dá a sensação de estar em uma época mais antiga, provavelmente devido ás falas que eram muito diferentes das atuais.
Como nos dias atuais, as discussões entre povos, etnias e grupos com interesses diferentes causam rivalidade entre si, as duas famílias também têm um conflito parecido. Mas devemos deixar as diferenças de lado e pensar que somos todos humanos, e por vivermos em uma democracia, devemos respeitar essas ideias que são diferentes das nossas.
Se a história acontecesse num período mais atual, a principal diferença que iriamos ver é na fala, onde antigamente era mais formal. Mas também presenciaríamos uma mudança no cenário onde hoje se apresentam ruas pavimentadas, prédios, poluição etc.

Antônio Garrone Daló, 8ºB



Sono  

   Você já se perguntou alguma vez se você está dormindo a quantidade de horas necessárias? Muitas pessoas se sentem indispostas durante boa parte do dia.
      O número de horas dormidas influência muito no bem-estar. Uma boa noite de sono é importante para a reposição das energias, manutenção do sistema nervoso, melhora na defesa do organismo e secreção do hormônio do crescimento.
      Geralmente são necessárias 6 a 8 horas de sono, mas isso depende muito da idade e da pessoa em si. Os mais velhos são os que necessitam de mais horas dormidas do que crianças e jovens.
       Algumas sugestões para ter uma boa noite de sono são:
 -Evitar cafeína antes de dormir.
 -Não fazer refeições exageradas antes do sono.
 -Fazer exercícios físicos durante o dia.
 -Fazer exercícios de relaxamento ou tomar um banho quente antes de ir dormir.
 -Manter o quarto arejado.
 -Evitar sonecas ao longo do dia.
 -Não assistir TV no quarto de dormir.
     Além de tudo isso, não deixe de estabelecer um horário fixo para dormir bem durante toda a semana, incluindo fins de semanas e feriados.
Maria Luíza, 8°B

Refém

     Foi tudo um flash. O ladrão, a polícia chegando, os tiros. Lembro-me de ouvir muitos gritos.
       Enquanto eu estava de refém, minha vida passou pela minha cabeça.
       Era quase noite e eu estava fazendo minha caminhada de rotina. Entrei em uma loja e ao passarem poucos minutos, ele entrou. Percebi seu desespero e medo. A arma apontada para minha cabeça, as prateleiras todas derrubadas, era uma verdadeira cena de crime.
     Não sei o que deu em mim, provavelmente adrenalina, mas corri para perto do balcão. Em vão. A polícia com auto-falantes começou a negociar e isso começou a deixar o homem cada vez mais nervoso, disse que iria me matar diversas vezes e quase o fez, ele também ameaçava tirar a própria vida. Entretanto antes que o fizesse, ouviu-se um tiro, vidro quebrado e o ladrão no chão, sem vida alguma.
    A loja ficou destruída e tudo que me lembro depois são homens me fazendo várias perguntas.

Lune Julie, 9°B



Olhares nunca se esquecem



       Pequeno vilarejo duas crianças, Olivia e Miguel, se gostavam, mas outros diziam que era apenas “paixonite infantil”, porém o amor reinava no olhar desses dois, infortunadamente a guerra chegou à Venezuela e os separou, a tristeza tomou conta
de seus olhares.
      Tempo se passou; e há pouco tempo em um dos abrigos de refugiados venezuelanos em Manaus, olhares se cruzaram, eles nunca se esqueceram.  Anos separados e como magica se encontraram no Brasil.
       Miguel pediu a mão de Olivia e ela disse sim. Um padre do abrigo aceitou casa-los, foi uma festa de arromba, muita folia. Chegou gente de Manaus toda! Porém na festa os olhares dos recém-casados se cruzaram com o de uma moça formosa, os três ficaram juntos e acabaram se apaixonando!
       O que era para ser uma inacreditável história de amor se tornou uma história
de amor moderno!

     Loretta Aranha, 9°B



                                               
 A Encrenca das Marginais

Pedro, um morador de Vinhedo veio para São Paulo para visitar sua prima. No caminho, ele se depara com um acidente na marginal Pinheiros, envolvendo uma moto.
Ao chegar à casa de sua prima, ele conta a ela que houve um acidente na marginal. Ela lhe contou que acidentes nas marginais se tornaram comuns, mesmo após a redução da velocidade máxima, e que de acordo com a PM (Policia Militar) a quantidade de acidentes aumentou em 48%.
Pedro e sua prima ficaram muito felizes em se encontrar, pois não se viam há muito tempo. Sua prima aproveitou que estavam juntos para contar que um amigo muito próximo deles morreu em um acidente de carro na marginal Tietê. Então pensaram abalados, no porque o governo não investe em segurança nas marginais, pois estão virando locais muito perigosos.
Assim foram falar sobre isso no governo. Eles prometeram fazer muitas coisas, mas acabaram deixando de cumprir algumas, pois não queriam gastar dinheiro com coisas “ desnecessárias”.
Então começaram a tomar muito mais cuidado ao dirigir nas marginais.

Vinícius Onedo, 9°B

Como tudo começou

     Quando eu era criança, todos os dias minha mãe me contava uma história, mas me lembro de uma em especial, a história de como ela conheceu meu pai.
      A família dela não tinha muito dinheiro para comprar uma casa e eles achavam mais importante eu ter uma boa educação escolar, então eles moravam em um cortiço com outras famílias, a convivência entre eles era muito boa, eles se ajudavam e eram bem unidos.
     Um ano depois, os organizadores do direito à moradia e liberaram um casarão que ficava na rua Schimidt Dalla para as 400 famílias que moravam nos cortiços. Segundo a minha mãe, o lugar parecia um palácio de tão grande. Havia muitas esculturas, e a vista era muito bonita com um lindo jardim. Minha mãe se encantava por esse jardim todo dia ia lá para cuidar das flores. Era o lugar que ela mais se sentia bem, como se ela soubesse que algo bom fosse acontecer, assim passou a ir lá todos os dias.
      Eis que um dia minha mãe estava lá cuidando das flores, estava um dia ensolarado. De repente viu um homem moreno, alto dos olhos claros se aproximando. Quem diria que seria ali naquele jardim que ela encontraria o amor da vida dela.

Giovana Berg, 9°B


Um checkup por uma vida

Diziam que era para o bem da nação, mas a nação não pede para fazer isso e sim o governo é uma missão suicida, não tem volta, tem que ser perfeito e agora estou a caminho da espaço-nave com destino a Marte.
          Nos treino faltaram que eu tinha a altura e tamanho ideal e fui muito bem nos testes, mas sei que não fui. Eu sou uma pessoa esperta e mais preocupada do que o normal, mas sempre tento ser otimista.
O senhor Frednic, o diretor, disse que eu sou um grande homem, que vou entrar para a historia e que vai dar certo e que voltaria são e salvo, porém, eu sei que não, pois eu sei que não há como eu fazer uma trajetória de ida e volta – sem volta, que é o irônico – com duração normal de três dias no prazo de dois, só para fazer um checkup em Marte que fica a milhões de quilômetros da Terra, é quase...quase impossível.
Minha querida Heloísa, se você receber está carta é porque eu posso estar morto, eu te amo. Mas não se deixe levar pela tristeza, eu disse: “posso estar morto” e disse: ”quase impossível”, eu estou dando o meu melhor nesse momento, só espero que seja o suficiente.
Beijos de seu amado,
                                                                                                          Eduardo Mattos, 9°B


            O inimigo pode estar embaixo do seu nariz

No ano de 2018, lá em vila chamada Vila dos Grandes países, vivia os E.U.A que era um garoto muito briguento e que adorava arrumar confusão com os outros garotos da vila, porém “todos” tinham medo dos E.U.A, por ele ser muito grande e forte.
            Mas um dia lá nesta vila o Irã que era um garoto muito fraco e indefeso, discutiu com o E.U.A, porque o Irã “queria” trapacear os E.U.A, que revoltado com a situação começou a realizar uma séria de ameaças contra o fraco e indefeso Irã, porém como em uma vila qualquer a notícia se espalha rapidamente, chegando aos ouvidos de seu grande amigo a Rússia, que ao saber da notícia correu para ir conversar com o Irã para entender o porquê dele estar sofrendo tantas ameaças, então o Irã falou:
            - Eu não sei o porquê dele estar me ameaçando, ele deve estar louco!
Rússia espantada com a situação e revoltada com os E.U.A disse:
            - Fique tranquilo irei à casa dele imediatamente para tirar satisfações.
        A Rússia foi correndo rapidamente lá na casa dos E.U.A para tirar satisfações. Chegando lá eles começaram a conversar e cada um se defendendo com seus argumentos. Após algumas horas de discussão, eles resolveram investigar os três juntos.
         No final de tanta investigação e discussão descobriram o culpado era a C.N que foi quem falou para os E.U.A sobre o Irã, após isso deram uma surra na C.N e viram os três melhores amigos.

Gustavo Fugulin Soares da Silva, 9°B


Antes da fama
    Eu sou Rodrygo Silva de Gomes, tive uma infância difícil e sempre fui uma pessoa muito humilde e inteligente. Aos 11 anos, já jogava bola e dizia frases que pareciam de adulto. Segundo meus pais, para alguém que queria se tornar um jogador profissional, eu não era muito esperançoso, principalmente porque para mim, “isso (jogar bola) era um trabalho”.
             Quando eu tinha 17 anos e liderava a nova geração santista, expliquei essa minha fala. Eu disse que o futebol é trabalho porque tem uma responsabilidade muito grande. Você carrega um time, uma torcida, uma paixão. E aos meus 11 anos eu não imaginava chegar onde eu cheguei, isso por causa da falta de apoio da minha família, e principalmente do meu pai.
             Aqui estou sendo chamado de “novo Neymar”, mas sigo firme e forte procurando sempre honrar esse apelido.


Lucas Pádua, 9°B

Lembrança de viagem

A família concordou em viajar por uma semana para um resort na Bahia, com a temática de tartarugas. Os pais, Mário e Cristiana e os dois filhos, Gustavo e Clarisse estavam acomodados no resort. Mário e Cristiana relaxaram relaxavam em cadeiras de sol embaixo de um céu nublado, pois escolheram uma época de inverno, quando essas viagens são mais baratas.
Clarisse, já adolescente e enjoada da maior parte das atividades, não estava gostando de ficar no quarto com uma internet de potência tão baixa, pois não era possível acessar suas redes sociais. Gustavo, o menino menor, estava adorando observar as tartaruguinhas na areia quente da praia. Como ele estava sozinho naquela parte do hotel, achou que não haveria problema em ver os animais mais de perto. Já estava acariciando uma tartaruga quando teve uma ideia.          
No sétimo dia de viagem, após aproveitar a grande piscina infantil do resort, se dirigiu à praia, onde ainda havia dezenas de animais que ele apreciara durante toda a viagem, alimentando seu plano estratégico, que seria executado naquela tarde.
Quando voltaram para casa ­– para a felicidade de Clarisse – Mário dirigiu-se ao carro para descarregar as malas, encontrou algo que não esperava: uma tartaruga nordestina! Pobre bicho, estava em situação deplorável, com folhas de alface murchas à sua frente.

André Diegues, 9°B

A notícia em o susto de Juan

Havia um senhor, de 60 anos de idade, que vivia em um pequeno apartamento. Era morador de Caracas, na Venezuela, e recebia uma pequena aposentadoria, com a qual sustentava-se razoavelmente. Seu nome era Juan.
Um dia, não tão belo, de manhã, Juan estava dormindo, até ouvir o som da campainha. O entregador deixara uma notícia embaixo de sua porta. Mas não era uma notícia qualquer, pois nela estava escrito, em letras grandes: ´´´Maduro reeleito para mais um mandato´´.
O homem, indignado e surpreso, pensou: ´´Como assim? ´´. Então, conforme desciam seus olhos, as informações entravam em sua mente. Foi quando se deparou com o seguinte: ´´ Apenas 46% dos eleitores foram às urnas´´. Falou, então, consigo mesmo:
- Agora está explicado. Poucos queriam votar nesse cidadão mais uma vez.
Foi então que, olhando para sua janela, a única do apartamento, deparou-se com pessoas, de todas as idades, gritando e pedindo reeleições.
E não deu outra: juntou-se a multidão. Ficou várias horas gritando, até que policiais chegam e dizem:
- Parem agora mesmo ou lhe forçaremos a parar!
Com o aviso, o homem saiu correndo, com a multidão, e caiu. Acabou sendo atropelado por alguns pés, mas, por pouco, saiu ileso, e pôde contar história.

Gustavo Bender, 9°B

“Trégua”

            Eu desejava nunca ter pedido trégua.
            Lembrava-me de mim mesmo, uma semana antes. Eu implorava de joelhos a Deus, ou a quem quer que me ouvisse, para que a greve acabasse. Não queria ter que administrá-la.
            Três dias depois, ela acabou. Mas os caminhoneiros se mostraram capazes de coisa pior: fizeram um bloqueio que rodeava a cidade e monopolizaram os recursos. Embora ainda circulassem com mercadorias, poderiam parar quando quisessem. Além disso, não disponibilizavam gasolina. Queriam manter-nos presos.
            Numa tarde, eu entendi o porquê.
            Recebi uma ligação de um homem chamado Francisco. Ele falava em nome de todos os caminhoneiros e ameaçou cortar a comida do meu povo se eu não lhes desse o que pediam. E eu, que me culpava pelo estado daquela cidade, não vi como recusar. Afinal, eles também faziam parte dela.
            Francisco começou pedindo coisas simples: aumento no salário, empregos para conhecidos, moradias melhores. Parecia um preço razoável a pagar pela segurança da população. Mas os caminhoneiros, com a autoridade que lhes foi dada através do medo, sonhavam cada vez mais alto. Há dois dias, pediram um cargo no governo. Eu não gostei muito da ideia, mas a cidade precisava de comida. Cedi.
            Ontem, me ligaram de novo:
            - Vossa Excelência.
            - Francisco.
            - A comida está acabando aí dentro. O que vai fazer a respeito?
            - O que eu tenho feito, Francisco. Vou dar a vocês o que querem para que meu povo possa comer. Diga de uma vez.
            Ele sabia que eu não tinha outra escolha.
            - Muito bem. Queremos poder.
            - Poder? Vocês controlam o presidente desse país. Não existe posto mais alto do que esse.
            - Mas não é oficial. Por lei, quem está mais alto na hierarquia?
            - Eu.
            - Bingo.
            Entendi o que ele queria de imediato.
            - Não.
            - Pense a respeito. Não se preocupe, você tem tempo. Eles não morreram de fome... Ainda.
            Eu tinha que escolher. Não deveria ser difícil decidir entre salvar a cidade e sacrificar meu posto ou me salvar e sacrificar a todos. Mas foi.
            Hoje, estou saindo do Palácio em meio a uma multidão que grita a plenos pulmões o quanto me odeia. Ingratos. Não posso culpá-los. Aos olhos deles, eu pareço um covarde que viu uma crise e não quis lidar com ela. Não é bem uma mentira, mas eles nunca vão saber de toda a verdade.
            Espero a raiva borbulhar dentro de mim, mas ela não vem. Vejo Francisco entrando no Palácio, sorrindo enquanto meu povo inocentemente o chama de herói. Ainda assim, não sinto raiva.
Só consigo sentir pena.
Gabriela Vallada, 9ºA




                                                                                            































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